Amigas e chá verde

Num domingo qualquer, daqueles que de tão chuvosos dá uma vontade tripla de devorar o que tiver na frente (socorro!), já noite, estava eu a organizar mentalmente minha inevitável e frenética agenda da semana quando o telefone tocou.  Era Fernanda Ribas, minha amiga fiel dos tempos idos de alisar cabelo com ferro de passar roupa (e viva a chapinha!). A Fê, é uma daquelas mulheres fantásticas. Lá se vão uns 12 anos de convivência e o meu apreço por ela só fez aumentar. Amiga fofa, sabe. Se ela fosse uma comida seria, sem dúvida, um Cup Cake bem brilhoso, com uma embalagem arrematada com fita de cetim e pérolas. Uma mistura de doçura com requinte de agradecer pela sua amizade rezando. Uma gringueta que sabe o que quer. Uma romântica prática (sim, ela existe) capaz de sonhar o impossível e, pasmem, fazer os seus sonhos se realizarem (por favor, não morram de inveja e cheguem até o fim do post!).

Pois bem, só uma amiga de fina estampa destas para salvar o meu domingo.

Atendi o telefone com entusiasmo zero e fui arrebatada com a seguinte frase proferida por uma das minhas melhores amigas: “ – Clara, eu tenho 3 notícias fantásticas pra te dar!!!”

Sério, pela empolgação da moça, fossem as notícias que fossem, meu coração já pôs-se a se descompassar. Coisa de amiga muy amiga e suas conexões intensas de afeto que só Lulu de verdade entende. E  só por isso a amizade já vale. Enfim, no intervalo minúsculo em que minha interlocutora buscava fôlego para dar sequência ao seu discurso, pensei: Marcou a data do casório, tá grávida e eu vou ser cumadre e dinda de uma só vez!

Mas antes que eu pudesse esboçar algum palpite sobre o trio de boas novas, Fêzoca continuou entusiasmadíssima:

“- Eu achei (e comprei) o perfume de Chá Verde da L’Occitane que tu taaaaanto querias no free shop de Montevideo. E tem mais: ele vem com um creme para o corpo e com um sabonete líquido, ambos com o mesmo cheiro delicioso e tudo isso por R$ 80,00 reais. Não é o máximo, amiga?”

O máximo? Mais que isso, era TUDO diante daquele domingo deprê!

Subitamente meu corpo e alma vibraram numa cadência única (meu deus, alguém já prestou atenção na felicidade que as pequenas coisas – e supérfluas também – podem nos dar?) e depois de uma sucessão de gritinhos descontrolados (de tirar qualquer guri chato e sem paciência do sério) e 5 mil obrigadas, mais uma declaração de 5 laudas de afeto e, claro, uma detalhada descrição de como a Fê havia se deparado (e comprado e amado) com este artigo de luxo fantástico e tão desejado por esta que vos fala, decidimos então nos encontrar. Para que objeto de desejo e criatura sedenta pelo bibelô, enfim, vivessem juntos e felizes (e cheirosos!) para todo e sempre!

No dia em que nos vimos, após a volta da Fê de viagem, ela esqueceu de levar o perfume. Ela se explicou, queria morrer, claro. Mas mal sabia ela que, sem querer, me fez um baita favor: prolongou o meu prazer de esperar pelo mimo. Prolongou o meu caminho até o gozo, manteve a chama da espera acesa por mais tempo. E essa fórmula funciona pra várias, se não todas, as situações da vida (viu gentemmm!!!). Fernanda é daquelas amigas que me salvam até de mim mesma. Ela, adoradora de anjos, é meu anjo de saia e salto agulha. Com ela por perto eu não tenho medo de domingo, nem de chuva.

Inspirada em amigas de verdade e perfume de chá verde listei 3 super dicas pra finalizar!

Cultive amizades como essa. Pense quando foi que alguma amiga sua fez algum movimento  para te proporcionar um momento feliz (e ficou feliz por isso), mesmo que bobo ou pequeno, ou os dois. Valorize isso e tenha atitudes que correspondam à altura, não por obrigação, mas por afeto, por realmente não caber em si de tanta felicidade de ver sua amiga lisa e loira de tão feliz.

Deseje coisas que estão ao seu alcance. Sonhe mini-sonhos possíveis e colecione mais prazer em poder realizá-los do que frustrações. Saiba curtir também o prazer de desejar as coisas antes de tê-las, prolongando o momento feliz!

Compre esse Kit fantástico da L’Occitane de Chá verde, por que mulheres felizes, que andam em boa companhia, arrasam no cheiro, né, queri! Notas perfeitas pro verão. Dá sensação até de estar mais leve, um luxo!

Danuza de bolso

Perdida pelas estantes de uma livraria charmosérrima no Bom Fim que eu adoro (ok, eu sou extra suspeita), encontrei o primeiro livro de Danuza Leão versão pocket. Acho muito simpática esta ideia de reeditar livros com preços mais acessíveis e em edições portáteis. Combina, inclusive, com este tal pós-modernismo em  que a gente vive, acelerado, e seu cotidiano caótico de informações. É dado de tudo que é lado!

Mas enfim, sábado! Um dos poucos dias da semana que o relógio parece não fazer a mínima diferença, a não ser pra não chegar atrasada no salão de beleza, resolvi investir boas horas pra ficar entre os livros(pós unhas feitas e secas, claro!). Como eu não estava pra coisas seríssimas, nem muito densas, que pra isso eu guardo os dias de semana, foi  “Na sala com Danuza” que ganhou minha atenção. O primeiro livro desta ilustre senhora, mas como eu gosto de reler alguns textos… fui logo dando uma folheada pra relembrar.

Quase vinte anos se passaram da primeira edição, claro que ele teve ajustes e umas atualizadas, mas impressionante como as coisas nele contidas ainda fazem muito sentido hoje! Danuza fala do convívio social entre as pessoas e, a partir da experiência dela no meio da elite carioca (e de vários aspirantes, ai como tem!), ela conta gafes e boas saídas quando se está em público. E saber administrar seres humanos - sempre foi e sempre será – artigo de primeira necessidade da bolsa de  toda Lulu que se preze pra sobreviver nessa selva de pedra – chamada sociedade.

Mas o melhor de Danuza é o jeito como nos conduz pelas páginas. Ela é franca, crua, irônica. Não quer enganar ninguém. Quer mesmo é dividir experiências, quer dar a real. Como aquela amiga veia de guerra que está contigo há tantos anos que já não tem mais papas na língua. A grande amiga eleita teu contra-ponto que não precisa só dizer coisas legais pra te agradar e pra que tu gostes dela de verdade.

Longe de ter a pretensão de  fazer um tratado da moral e dos bons costumes, a autora relata “causos’ da nata carioca que possivelmente (guardadas as devidas diferenças de contexto) todas nós já vivenciamos em nosso círculo social.

Provoca, incita e eu gosto disso! E ainda sugere às leitoras que ser gentil, viver de maneira charmosa, gostosa e fascinante é básico e se pode aprender! Só me restou assinar embaixo, né?

Pra ilustrar todo este discurso, publico aqui um recorte de “Na Sala com Danuza” que fala sobre tolerância que é ótimo pra inspirar este início de semana:

“ Tenha coragem para passar um rodo na sua vida e tirar dela, definitivamente:

- os que não têm mais nada a ver com você;

- os deprimidos por opção;

- os que você só aturava quando era uma idiota e não aguenta mais;

- os que fazem dieta e só falam disso;

- os que só vão aos lugares da moda;

- os invejosos;

- os que só pensam em fazer negociatas com o dinheiro público;

- os que não gostam de você de verdade;

- os que você sempre odiou mas fingia que tudo bem;

- os politcamente corretos de carteirinha;

- as que botam camiseta, jeans e sandália e ficam elegantíssimas, enquanto você gasta uma grana preta e se acha sempre um lixo;

- os que não acham você o máximo;

- os ex-namorados que tiveram a ousadia de ser felizes depois;

- os que não te tratam como uma rainha;

- as que comem e não engordam;

- os que querem te obrigar a fazer o que você não quer;

- os que fazem você esperar seja lá pelo que for;

- quem comeu o último chocolate de sua caixa;

- aquela amiga que saiu para jantar com o namorado que você largou (por outro) há quinze anos;

- os que deixaram de beber e fumar, patrulham os que bebem, e falam mal do cigarro, esse companheiro maravilhoso, que não reclama, não discute a relação, é leal, não se mete na vida de ninguém e está sempre por perto, na alegria e na dor, na pobreza e na riqueza, para o que der e vier;

- os intolerantes e insuportáveis como eu.”

E eu, Clarissa, complemento: inspire-se na lista da Danuza, faça as suas considerações e adaptações e não deixe pra mudar só o ano que vem!  Antes, cheque se você não se enquadra em nenhuma destas categorias chatas de conviver e pense sobre isso!

Sobre o livro, baita pedida pra ter na bolsa e relaxar entre um intrevalo e outro: Na Sala com Danuza da Cia das Letras, edição fofa de bolso, da Danuza Leão, claro!

Porto muuuito mais alegre!

Para tudo! Desde o início desse ano que o Portinho tá mais despojado!

Por que? Ahhh, a Farm invadiu a city e nos emprestou aquele way of life descontraído e cheio de charme dos cariocas!

Sério, eu adoro as roupas dessa loja! Estampas alegres mesmo no inverno (ainda mais no nosso inverno!). Cortes fantásticos, rasteiras de arrasar, ambiente agradabilíssimo. Peças conceito, peças básicas. Tu entras na Farm e pronto… fica, fica, fica por horas. Até as músicas que tocam por lá são especialmente escolhidas. Gurias, experiência irresistível.

Mas não é so no mix que a Farm se diferencia. É no jeito que a marca conduz a relação com suas clientes.

O “cartão” fidelidade é uma florzinha verde pra lá de fofa pra pendurar no chaveiro que tem código de barras pra identificar cada moçoila. As vendedoras são atenciosas, mas sem querer enfiar produtos  goela abaixo. E o novo look book verão 2010? Além de uma coleção estilosérrima- chamada – É Coisa Nossa – que deixa qualquer guria com ares de faceira e modernosa (e até bronzeada!), eles criaram um look book que não só apresenta a coleção e atualiza as gatas garotas sobre as trends do momento, mas ainda tem lugar pra gente anotar. Simmm, olha que sacada bárbara: a Farm preparou pras suas clientes “mais mais” um Moleskine de bolso (caderninho de anotações customizado), como eles mesmo disseram: “Pequeno pra levar na bolsa e cheio de páginas em branco pra que cada uma possa acrescentar ali um pouco de si”.

Eu querooooo!

Olhem todos os detalhes no blog da loja: http://migre.me/7Je3

Isso é que é conceito de marca com coerência nas atitudes e ações! Se eu já era apaixonada pela Farm, agora fiquei fã de vez!!!! Corram até o Moinhos aqui mesmo no Portinho, ou se possível, às várias opções de endereços na cidade Maravilhosa e deliciem-se!

O super vestido abaixo é a minha última aquisição da Farm que saiu na Vogue de Setembro… tudo!


Barulhinho bom!

Sabadão com a cereja do meu time de Lulus. Um trio de loirosas furacão, com uma coisa em comum: altura média 1,70m! Foi assim, muuuuito bem acompanhada (ou escoltada???) que me fui assistir a dona Vanessa da Mata no Portinho! Coisa total de menina!

A chegada foi meio conturbada, esquecemos os ingressos, mas o socorro chegou poucas músicas após o início do show! Ufa, não perdemos nenhum hit, tirando Vermelho… droga!

Depois de uma complexa caça ao assento, na escuridão do teatro, foi pura emoção! Estávamos ansiosas mais pra saber o que havíamos perdido, do que o que ainda estava por vir.

Mas Vanessa nos fez esquecer de TUDO! Ou melhor, nos fez remexer naquelas coisas guardadas láaaaa no fundo, que gurias decididas deixam trancadas a sete chaves antes de sair pra balada!

E foi uma sucessão de melodias emocionantes, somadas a letras cortantes. Meu deus, que mulher densa! Um tal de “Não me deixe só”, de “Boa sorte”, “Amado”… Gente, bomba em cima de bomba. Não tinha como ficar incólume. Eu olhava pros lados e dava pra sentir a euforia generalizada. Coisa boa!

Ela, lindona, num vestido longo amarelo, que conforme se movia ainda mostrava cores debaixo da saia. Flor vermelha na cabeça, uma voz de arrepiar todas as franjas do mundo, mesmo as com escova definitiva. A Dona da Mata alternava momentos de instrospecção e olhos fechados, com uns números corporais de tirar o fôlego! Os músicos também mantiveram o alto nível do início ao fim. Uma ressalva ao Donatinho que emprestou um “que” moderninho e viajante às canções da moça, dando até uma de Ben Harper com voz distorcida! O teatro do Bourbon como sempre perfeito para shows. Estacionamento fácil, som perfect, ambiente confortável. Tudo lindo, as gurias estavam amando!

Impossível não se entregar! Nem um Mister Big portoalegrense que o quarteto de damas afiadas identificou na plateia, à primeira vista tímido e carrancudo, conseguiu ficar muito tempo parado. Quinta música e tcharan: lá estava o tiozão a bater palminhas e a cantarolar.

Sabadão inebriante com as amigas do peito e música de qualidade!

Quem não foi corre pro dvd. Além dos hits, umas intrepretações da moça de outras canções consagradas, até um Bob rola!

Trilha sonora perfeita para a próxima Saia Justa das gurias em casa!

Beijos,

Clá!

Amigas de folhinha!

De todas as práticas pagãs que, pra infelicidade das mães, vivem a nos tentar na vida, uma das que sempre me seduziu foi a boemia. Um pouco pelo charme, outro muito pela farra mesmo. E hoje, graças à evolução das mentes, se não todas, algumas, eu – mesmo sendo do time das meninas – posso cometer essa inconfidência pra toda blogosfera ver sem arder em fogueira alguma!

Imagine um clube de anjos caídos, onde as paredes têm voz e tom, música popular brasileira da melhor qualidade, gente interessante dos dois lados do balcão e cerveja gelada a preços dignos. Imagine um espaço à meia luz, cheio de intenções, de pares de olhos a buscar um motivo, um tempero, uma tentação. Existe? Sim! E é um buteco na Cidade Baixa, no cuore do Portinho, um paraíso perdido onde eu e as minhas amigas nos achamos… resistir? Tarefa ingrata!

Comandado por um grupo seleto de canalhas sensíveis adoráveis, o Bongô Bar além de ter se tornado uma baita referência de balada boa no circuito alternativo de Porto Alegre ainda preparou uma super homenagens às suas clientes mais fiéis e esta é a razão deste post!

Tudo bem que a função aconteceu há alguns meses, mas mesmo assim eu preciso contar!

Pra comemorar o aniversário de 5 anos do bar e ja´de quebra fazer contagem regressiva pro aniversário de 6, os guris convidaram 12 moças assíduas para emprestarem sua beleza e seu bom-humor e serem clicadas por eles mesmos – que são todos comunicadores por formação. O resultado foi um calendário irreverente e de muito bom-gosto que foi lançado no final de maio, perto da data em que o bar completava mais um ano de vida noturna.

Nem o Lerina resistiu… publicou na Zero e blogou, confere aí: http://migre.me/7mRI

Nós, as amigas de folhinha, nos divertimos muito e claro, como toda moçoila que se preze, adoramos os mimos e os holofotes a nós dedicados. Eu, de quebra, foi ainda incumbida de produzir os figurinos de todas as fotos. Adoroooo!

Que mulher não adoraria, né gente?

O clubinho, adotado pelas Lulus da minha turma, funciona de terça a sábado, a partir das oito da noite.

Passem lá, divirtam-se e peçam um calendário pros guris, de repente ainda tem, né!

Bongô Bar – João Alfredo, 471 – Cidade Baixa – Porto Alegre

www.bongobar.com.br

E vamos ao tricô!

E aí, mulherada!

Enquanto moça integrante deste universo tão complexo, resolvi  provocar uma conversa , coisa que a gente quase nem gosta. E melhor, sem hora pra acabar e com o número de participantes ilimitado, assim como o cartão de crédito dos nossos sonhos!

E pra começar, eu vou falar sobre relacionamentos. Sim, acabei de ler um livro divertidissímo que aborda este assunto tão presente e complicado na nossa vida.

Na minha última ida ao Rio de Janeiro, menina sem sorte que sou, peguei muita chuva e acabei por me perder pelas livrarias da cidade maravilhosa. Mas como tudo tem seu lado bom, ao invés de cariocas sarados e muito sol (não que eu não a-do-re isso, que fique claro!), viajei pelas ruas e bairros da terra do carnaval através da história do casal Mariana e  Marcelo. Uma história daquelas levinhas, mas pra lá de emocionante! Ainda mais, se como eu, vocês se identificarem se não em todas, na maioria das páginas deste tratado despretencioso das relações modernas.

Os intelectuais que me perdoem, mas esta é uma pequena maravilha dentre as milhares de obras que abordam este bendito assunto. Um livro escrito a quatro mãos. A história de um casal, desde o primeiro encontro até o casamento, contada por discursos alternados de um homem e de uma mulher. A mesma história, visões completamente diferentes! Desconcertante, hilário e revelador “Eu e Você, Você e Eu” é daquelas histórias pra devorar e sair aplicando os aprendizados e causando polêmica por aí, claro!

Imperdível, gurias… eles que nos aguardem!

Livro: Eu e Você, Você e Eu

Autores: Martha Mendonça e Nelito Fernandes

Editora Record

Abraços, nos vemos logo!